Mais de R$ 83 milhões foram movimentados em 35.102 operações de crédito consignado feitas por aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Ceará. Os dados são referentes ao mês de junho de 2010 e foram divulgados ontem pelo Ministério da Previdência Social. No balanço, foi registrado uma alta nacional no valor contratado de 5,97%, comparada ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram R$ 2,19 bilhões movimentados em 771.958 contratos consignados em todo Brasil. Apesar da alta registrada no valor contratado, os registros de operações caíram 12,35% em relação a junho do ano passado. Também foi registrada uma queda na comparação com maio de 2010, quando o valor contratado em operações de crédito consignado no país chegou a R$ 2,32 bilhões. A região líder em valor contratado e operações de crédito consignado realizadas é o Sudeste, com 366.268 operações e mais de R$ 1 bilhão. São Paulo é o destaque como líder nacional, com 190.315 operações e mais de R$ 603 milhões contratados, representando em ambas, mais de 50% do total da região. O Nordeste ficou em segundo colocado nacional, com 201.340 operações e mais de R$ 525 milhões contratados, seguido pelo Sul (135.230 operações e R$ 380 milhões), Norte (35.612 operações e R$ 97 milhões) e Centro-Oeste (33.508 operações e R$ 97 milhões). No que diz respeito ao valor contratado pelo Ceará, o montante representou 15,9% dos milhões movimentados no Nordeste, o que deixou o Estado em terceiro lugar em valor contratado, atrás de Bahia (R$ 133 milhões) e Pernambuco (R$ 39,7 milhões), respectivamente. Mesmo na terceira posição regional, o valor registrado no Ceará foi maior que os primeiros colocados das regiões Norte, Pará (R$ 56.779.557,88), e Região Centro-Oeste, Goiás (R$ 36.684.794,00). No Sul, o Estado com maior número de operações e valor contratado é o Rio Grande do Sul(62.592 operações e mais de R$ 179milhões) Especialista - Para o economista Ênio Viana, os altos valores contratados pelos aposentados e pensionistas do INSS se devem às maneiras mais cômodas de acesso e pagamento do crédito, como a taxa menor de juros e o débito, que pode ser descontado direto na conta. No entanto, Ênio ressalta que as facilidades podem também aumentar o endividamento do cidadão e aconselha: "A pessoa tem que analisar muito bem para quê está tomando o crédito. Ver se é algo realmente importante e que não pode adiar ou se ele pode comprar à vista e conseguir um desconto no preço final do produto". Fonte: Ministério da Previdência Social
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