 O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) vai almoçar amanhã, em Brasília, com a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a concorrente do PT à presidente da República. No cardápio está a participação dele na campanha petista. Com a ajuda do governador de Pernambuco, Eduardo Campos - que preside o PSB -, a equipe do PT convenceu Ciro a gravar um depoimento para o programa de TV de Dilma. No auge das alfinetadas, Ciro submergiu, furioso com o diagnóstico do Planalto de que deveria haver apenas um candidato da base aliada para enfrentar Serra. Não apareceu nem mesmo no ato político do PSB, há oito dias, quando o partido entregou a Dilma as propostas para o programa de governo e declarou apoio a ela. Na lista de sugestões, o PSB defendeu a polêmica taxação sobre grandes fortunas, ponto que não constará do documento final. "Tudo o que aconteceu comigo me machucou profundamente, mas não sou de cultivar mágoa nem de lamber ferida", confessou Ciro, há duas semanas, ao participar da inauguração do comitê do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que é seu irmão e disputa a reeleição. O ex-ministro não deu qualquer pista sobre como vai participar da campanha. "Tudo dependerá da incorporação das minhas preocupações com o futuro do Brasil". Fonte: Correio Braziliense
A estreia do horário eleitoral gratuito está marcada para 17 de agosto. Desde que foi obrigado pela cúpula do PSB a desistir da disputa à Presidência, Ciro deu várias estocadas no PT, no presidente Luiz Inácio Lula da Silva e em sua própria legenda. "Não me peçam para ir à TV declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá, vou virar intelectual, fazer outra coisa", desabafou ele, em abril, após rasgar o verbo e afirmar que Lula estava "navegando na maionese".
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