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27 de Julho de 2010 - 10h35min
Datafolha revela riscos para reeleição de Tasso, analisa O Povo
Apesar de aparecido com 59% das intenções de voto para uma das duas vagas de Senador, Tasso Jereissati, candidato à reeleição, mão está numa situação cômoda. A avaliação é da jornalista Kamilla Fernandes, O Jornal O Povo trouxe comentário da jornalista , traz hoje em suas páginas de política, ampla avaliação sobre os resultados da pesquisa Datafolha divulgada no início da semana. Na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal, a jornalista Kamilla Fernandes, editora-adjunta de Conjuntura do jornal.
 

Kamilla Fernandes afirma que o resultado coloca em dúvida a liderança do senador Tasso Jereissati. Para ela, o peessedebista largar com 59%, numa situação como a desenhada, em que 50% dos votos não foram decididos e 19% são nulos ou brancos (numa soma que chega a 200%, já que são dois votos de cada eleitor ao Senado), faz com que os riscos enfrentados por Tasso na disputa possam ser considerados até maiores que os dos rivais.

Ela acrescenta aos riscos, o fato de Tasso ser o maior opositor do presidente Lula que atinge recordes de aprovação, principalmente no Ceará, destacando os números da pesquisa que comprovam a preferência do eleitor em eleger candidato ao senado com apoio do Lula. Ela ainda lembra que por ter sido governador do estado por três vezes e senador há quase oito anos, dificilmente Tasso irá crescer nas pesquisas. Confira a avaliação na íntegra:

O franco favorito - O franco favoritismo de Tasso Jereissati (PSDB) para o Senado era algo esperado para a primeira rodada de pesquisas sobre a disputa deste ano, disso ninguém duvidava. E foi o que a pesquisa O POVO/Datafolha apresentou: Tasso com 59%, mais que o dobro da soma conseguida por José Pimentel (PT) e Eunício Oliveira (PMDB), cada um com 24% das intenções de voto. Só que largar com tal vantagem numa situação como a desenhada, em que 50% dos votos não foram decididos e 19% são nulos ou brancos (numa soma que chega a 200%, já que são dois votos de cada eleitor ao Senado), faz com que os riscos enfrentados por Tasso na disputa possam ser considerados até maiores que os dos rivais.

Ex-governador em três gestões e senador há quase oito anos, Tasso tem a seu favor o fato de ser o mais conhecido entre os que disputam o cargo este ano, vantagem que deve se diluir ao longo da campanha, especialmente com o início da propaganda na TV. Contra, Tasso tem justamente o fato de ser ferrenho opositor de Lula e de não ter mais o apoio do governador Cid Gomes (PSB), que deve se empenhar ao máximo para eleger principalmente Eunício, mas também Pimentel. Os dois, aliás, terão como principal estratégia de campanha mostrar a união e o fato de serem os candidatos tanto de Cid como de Lula, melhor cabo eleitoral do País na atualidade.

Tasso tem se dedicado a fazer críticas à gestão estadual, o que também pode gerar prejuízo para si mesmo, dependendo do desempenho do governador-candidato à reeleição. Nesse cálculo para mensurar perdas e ganhos, Tasso vai ter de decidir se vai continuar nessa estratégia ou se vai passar a contemplar sua própria atuação no Senado, para demonstrar sua importância na Casa e para o povo cearense. Tasso vencer é considerado natural, o esperado. Se perder, será a derrota de um mito da política brasileira, e não a vitória de um ou outro adversário. Com tudo isso em mente, o resultado para Tasso não pode ser visto como algo tranquilizador. Para o Senado, nem mesmo ele vai poder se dar ao luxo de não fazer campanha, com fortes chances de haver turbulências provocadas tanto pela corrida presidencial como pela corrida estadual.

Kamila Fernandes. Editora-adjunta de Conjuntura de O POVO



 
 
 
 
 
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