Em meio ao impasse em torno do anúncio da candidatura do governador paulista, José Serra, ao Palácio do Planalto, a direção estadual do PSDB-SP optou por esvaziar uma reunião marcada para ontem para discutir as eleições presidenciais de 2010. Entre os principais temas em pauta estavam as estratégias e o planejamento a serem adotados na campanha de Serra à sucessão do presidente Lula. A decisão de esvaziar a reunião, porém, evidenciou a ansiedade entre tucanos enquanto esperam pelo anúncio da candidatura do governador paulista. Na semana passada, o diretório estadual havia convocado para o encontro de hoje 40 deputados federais e estaduais, 20 executivos que vão atuar na campanha e mais 47 coordenadores regionais do partido no Estado. Ontem, contudo, compareceram apenas sete coordenadores regionais, sendo cinco da Grande São Paulo, um da Baixada Santista e outro da região de Campinas. O aviso sobre a mudança da estrutura da reunião ocorreu domingo. O encontro, agora, foi dividido em três etapas. No próximo evento, a direção estadual recebe os coordenadores do interior. Por fim, discute as eleições com os representantes da capital. "Desta forma, será possível maximizar os resultados e, acima de tudo, poderemos aferir junto com os companheiros coordenadores quais são as dificuldades e as questões que podem influir para melhorar o nosso desempenho nas eleições", afirmou o presidente estadual do PSDB paulista, deputado federal Mendes Thame. "É apenas um trabalho de mobilização e motivação do partido", acrescentou Thame sobre a reunião. Serra tem sido pressionado pelos correligionários a antecipar o anúncio da candidatura para provocar um fato político e assim estancar a queda nas pesquisas de intenção de voto para a sucessão de Lula. O comando nacional e as direções regionais do PSDB avaliam que só têm uma saída para driblar mais 15 dias de silêncio do governador de São Paulo, José Serra, sobre sua candidatura ao Planalto: fazer com que o presidenciável tucano "desfile" ao lado dos candidatos a governador do partido e de legendas aliadas que estão em campanha Brasil afora. "Todo mundo quer a presença dele nos Estados e Serra precisa desatar esse nó", disse o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O tucanato não desistiu de convencê-lo a antecipar a candidatura. Para conter a ansiedade com a falta de uma declaração afirmativa do governador, o partido mobiliza as bases em vários Estados e monta uma agenda para exibir seu candidato. "O que Serra tem que fazer nessas duas semanas até sair do governo para cuidar da candidatura é exatamente o que fez no Rio Grande do Sul, no fim de semana", afirma Guerra. Fonte: Agência Estado
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