A Polícia Civil conseguiu prender, na manhã de ontem, o autônomo Antonio Juliano Balbino Bezerra, 22 anos, acusado de realizar um golpe no site de compras Mercado Livre. O autônomo vinha, há alguns meses, comprando vários equipamentos eletroeletrônicos com dados falsos e se utilizando de cartões de créditos de terceiros. Máquinas digitais, aparelhos celulares e de som, monitores de TV e computador, entre outros produtos eram comprados e revendidos na cidade. A investigação, coordenada pelo titular da DDF, José Jaime de Paula Pessoa Linhares, vinha apurando a denúncia de várias testemunhas, que não reconheciam as compras feitas no cartão de crédito e da própria empresa Mercado Livre, que já tinha acumulado um prejuízo no valor de R$26mil, porque as operadoras de crédito começaram a não repassar o valor da compra questionada pelos usuários. Segundo o escritório de advocacia que representa a empresa Mercado Livre, a Siqueira Castro Advogados, o golpe é conhecido no mercado como ´Chargeback´, que significa o cancelamento de uma venda feita com cartão de débito ou crédito, que pode acontecer por dois motivos: um deles é o não reconhecimento da compra por parte do titular do cartão, e o outro pode se dar pelo fato de a transação não obedecer às regulamentações previstas no Contrato de Credenciamento e Adesão de Estabelecimentos. No momento da prisão, os agentes Eduardo Satô, Paulo Florentino e Robério Albuquerque disseram que o acusado confessou a fraude e que apenas emprestava o seu endereço para o recebimento das mercadorias, que já somavam aproximadamente 200 itens. "Eu tinha pensado em parar com essas compras", disse o autônomo, que encontra-se detido na sede da Superintendência da Polícia Civil e vai responder criminalmente por estelionato (artigo 171 do Código Penal Brasileiro). Ele acusa como mentores do crime outros três homens identificados como ´Marcelo´, ´Bruno´ e ´Jamison´. "Ele não soube dizer o endereço dos comparsas, mas a polícia está empenhada nas investigações para chegar aos autores deste crime", esclareceu o advogado Francisco Felipe Macedo Lima, que acompanhou o drama das vítimas que denunciaram a fraude e representa a empresa que teve que arcar com o prejuízo. De acordo com o advogado Felipe Lima, a denúncia das vítimas foi muito importante para se chegar ao acusado. Depois, completa, os Correios também colaboraram fornecendo os dados do endereço para onde seguiam as mercadorias. Todas as compras eram entregues no mesmo bairro, no Vila Velha, Conjunto Beira Rio. Antonio confirmou que recebia a gratificação no valor de R$ 30,00 por mercadoria entregue em sua residência. A Polícia ainda não descobriu de que forma os dados dos cartões de crédito eram obtidos pela quadrilha. Fonte: Diário do Nordeste
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