 Segundo o deputado Welington Landim, ainda deverão ser ouvidos pela Comissão do PAC da Assembleia Legislativa representantes da Infraero, Ministério da Integração Regional e o secretário estadual de Infraestrutura, Adail Fontenele. Welington observou ainda que também deverão ser definidas novas visitas a obras federais que ainda não foram vistas pela comissão do PAC. O relator frisou ainda que os relatórios das ações de cada ministério federal no Ceará começaram a ser redigidos, porém, entre as informações fornecidas pelos órgãos estaduais e as instituições federais foram verificadas a existência de dados desencontrados. O cotejamento será realizado para identificar falhas e a elaboração de um relatório com informações precisas, conforme observou Welington Landim.
PAC Nacional - A ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil da Presidência da República, afirmou hoje (4), durante a apresentação do balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que sua maior frustração desde que está no governo é a falta de estrutura do Estado brasileiro para tocar obras como as deste programa. Segundo Dilma, nos últimos 25 anos, o Estado foi desmontado, e isso causou problemas ao governo, quando começou a tocar as obras do PAC. “Nós estamos remontando o Estado. O Estado tem que ter bons engenheiros, bons arquitetos, que sejam capazes de responder à demanda. Nós não podemos fazer uma obra de infraestrutura sem fiscalizar, sem planejar, não tem como.” Dilma disse que seu maior orgulho no governo foi a resposta rápida à crise financeira internacional. “Nós provamos que podemos enfrentar a crise com recursos próprios. Nós mostramos que temos capacidade, que não é sorte”, completou Dilma. A ministra deve deixar o comando da Casa Civil no dia 3 de abril para se candidatar à Presidência da República. O avanço das obras - O balanço de três anos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que 40,3% das ações previstas para serem concluídas até 2010 foram finalizadas. Esse percentual corresponde a investimentos no valor de R$ 256,9 bilhões, de um total de R$ 638 bilhões previstos. Só em habitação e saneamento, foram gastos R$ 138,2 bilhões. As áreas de logística, de energia e social-urbana receberam investimentos de R$ 118,7 bilhões, no total. Desse montante, R$ 40,5 bilhões foram gastos em logística, dos quais R$ 27,7 bilhões foram aplicados em 4.916 quilômetros de rodovias. Na área de energia, o total investido chegou a R$ 72,4 bilhões. O setor que recebeu maior a parcela desses recursos foi o de exploração de campos de petróleo e gás natural (R$ 23,8 bilhões). O balanço do PAC está sendo apresentado em solenidade com a presença de vários ministros, no Palácio Itamaraty.
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